Pilriteiro
Crataegus monogyna Jacq.

Família |  Rosaceae

Características

Caducidade | folha caduca
Altura | até 10m, normalmente 4m
Longevidade | pode atingir os 500 anos
Floração | março a maio
Maturação dos frutos | agosto a outubro

 

Fotografias

Descrição da Árvore:

Copa | arbusto ou pequena árvore de copa arredondada, com ramos providos de espinhos longos e aguçados, dispostos nas axilas das folhas.

Tronco | tronco liso e acinzentado que se torna progressivamente mais fendido.

Folhas | simples, alternas, até 4-5cm, verde-escuras na página superior e glaucas na inferior, glabras ou escassamente pilosas, com 3-7 lobos dentados.

Flores | hermafroditas agrupadas 10-20. Corola com 7-15mm de diâmetro, regular, de pétalas livres branco-rosadas. Sépalas triangulares, persistentes, reflexas, menores que as pétalas. Estames 5-25. Carpelos 1-5, unidos pelo menos na base. Estilete único.

Frutos | fruto carnudo vermelho ou vermelho-acastanhado, 1-5 sementes muito duras.

Habitat e ecologia | arbusto ou árvore espontâneo comum em diversos tipos de solo, indiferente ao pH, preferindo solos soltos e frescos. Normalmente vive em altitudes baixas, mas suporta temperaturas até -18°C. Espécie de luz, embora cresça bem em qualquer situação. Necessita de humidade no solo. Dá-se bem em climas quentes e resiste bem às geadas. Suporta poluição atmosférica. É uma importante fonte de alimento para larvas de muitas espécies de lepidópteros. Existem mais de 140 espécies de insetos associados à árvore.

Utilização

Árvore com interesse ornamental.
Em certos países os frutos (pilritos), são usados na preparação de bebidas alcoólicas.
Pode ser usado como porta-enxerto de pereira.
Utiliza-se para formar sebes espinhosas resistindo bem às podas.
Recomendada para zonas urbanas poluídas e zonas litorais.

Curiosidades

No passado, o pilriteiro chegou a ser considerado uma planta infernal, pelos seus frutos vermelhos.

Na Grécia antiga e em Roma, o pilriteiro era uma planta proibida dentro das casas, porque acreditava-se que chamava Artemis, uma deusa contrária às uniões monogâmicas. Por isso nos casamentos levavam-se cinco tochas feitas de madeira de pilriteiro. E anualmente os casais ofereciam ramos de pilriteiro floridos à deusa Maia. Esta oferenda acontecia no mês de maio, mês da purificação. 

O pilriteiro foi posteriormente usado pelo cristianismo: a coroa de espinhos de Cristo seria feita com esta planta. De árvore maldita passou a protetora, sendo colocada no exterior das casas para afastar os maus espíritos.

Distribuição Geográfica

Distribuição geográfica natural:
Quase toda a Europa, noroeste de África e Ásia ocidental.
Ocupa quase todo o território de Portugal continental, sendo mais raro no sudeste.

Conteúdos: Patrícia Tiago | BioDiversity4All
Fotografias cedidas por: Sociedade Portuguesa de Botânica, Joaquim Rolhas e Wikimedia Commons.